quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A Maldição do Tigre

Título: A Maldição do Tigre
Autora: Colleen Houck
Editora: Arqueiro
Páginas: 344


Paixão. Destino. Lealdade.
Você arriscaria tudo para salvar seu grande amor?

"Kelsey Hayes perdeu os pais recentemente e precisa arranjar um emprego para custear a faculdade. Contratada por um circo, ela é arrebatada pela principal atração: um lindo tigre branco.

Kelsey sente uma forte conexão com o misterioso animal de olhos azuis e, tocada por sua solidão, passa a maior parte do seu tempo livre ao lado dele.

O que a jovem órfã ainda não sabe é que seu tigre Ren é na verdade Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos, e que ela pode ser a única pessoa capaz de ajudá-lo a quebrar esse feitiço.

Determinada a devolver a Ren sua humanidade, Kelsey embarca em uma perigosa jornada pela Índia, onde enfrenta forças sombrias, criaturas imortais e mundos místicos, tentando decifrar uma antiga profecia. Ao mesmo tempo, se apaixona perdidamente tanto pelo tigre quanto pelo homem.
"
Capa: 5 de 5
História: 4,5 de 5
Narrativa: 4,5 de 5

Ok, ok. Eu supostamente deveria começar a postar as resenhas dos livros que li em janeiro ( e talvez até, não ter lido mais nenhum livro até acabar), mas num belo dia quando acompanhava uma amiga na biblioteca do Sesc, vi A Maldição do Tigre empoleirado na prateleira. Não resisti, tive que levar, fala sério, estava já para comprá-lo! Então cá me vejo com os olhos azul-cobalto da capa me encarando e tentando fazer uma resenha que consiga passar o todo da mensagem que quero.

Kelsey, dezoito anos, é órfã e mora com uma família adotiva desde a morte de seus pais num acidente de carro. Por mais que ela goste das pessoas, não consegue se conectar realmente a eles, muito disso devido ao acidente de seus pais. Enfim, Kelsey está a procura de emprego para que consiga pagar a faculdade após o verão.

Ela acaba encontrando emprego em um circo que está de passagem pela a cidade, e é lá que toda a história começa.

O Circo Maurizio tem como sua principal atração uma apresentação de um lindo tigre banco de olhos azuis-cobalto, Ren, que a primeira vista intriga e fascina Kelsey, fazendo que ela passe mais e mais tempo com o tigre durante o seu período de emprego.

Em meio a leitura de poesias e desenhos, Kelsey se sente cada vez mais próxima ao tigre e seus olhos misteriosamente humanos, e sente que talvez o sentimento seja recíproco. E então, após alguns dias de trabalho um misterioso homem aparece no circo querendo comprar Ren, e ainda mais, quer que Kelsey o acompanhe durante o período que Ren se adaptaria à selva em plena Índia!

Mas quando Kelsey chega ao seu destino, descobre que o que estava prestes a acontecer não era nada daquilo que ela esperava! Na verdade, Ren, seu tigre de olhos azuis, é um príncipe indiano cuja uma maldição o fazia ser um tigre e só permitia que ele assumisse a forma humana por 24 min. por dia.

Depois de descobrir que é a protegida de uma lendária deusa indiana e precisa ajudar Ren a quebrar a maldição, Kelsey vive aventuras inimagináveis enquanto resolve a profecia de Durga, nos deliciando com a maravilhosa mitologia indiana e um possível triângulo amoroso.


Devo dizer que o livro é bom, muito bom, daqueles que valem a pena ler. Apesar de ter alguns clichês que estão me fartando nos últimos tempos, é um sopro de ar fresco e novidade na literatura atual. O tema ousado, as lendas, o uso do idioma hindu, tudo isso me deixou fascinada desde o instante que folheei o livro, mas não seria sincero da minha parte dizer que desde da sílaba um, a história me arrebatou.

Fiquei meio com o pé atrás em saber como Kelsey havia parado na família de Sarah e Mike, e com a rapidez que ela achou com o emprego ( mas sei lá, às vezes era o destino rs), além disso demorou algum tempo para que me acostumasse com narrativa sucinta da Colleen. Pois, para nós que somos habituados àquelas narrativas cheias de descrições delirantemente longas e cheias de firulas, não iremos encontrar nada disso nesse livro, e sim um narrativa leve, limpa e em tempo real.

Depois de conseguir absorver tudo isso, consegui finalmente mergulhar na história. Achei Kishan lindo e melancólico, Ren principesco e com um quê de ardilosidade e, sim, Sr. Kamal um dos elementos mais fascinantes do livro com a sua história de abdicação e dedicação. E apesar de ter superado alguns dos poucos problemas que eu tinha com o livro razoavelmente rápido, tive que levar algum tempo para gostar completamente de Kelsey, já que ela sofre daquele pequeno probleminha que parecesse atingir grande parte das protagonistas de YA, e que me não me agrada nem um pouco, o famoso "ah, mas eu não sou bonita, o que ele viu em mim?".

Só que novamente, no final do livro, Colleen conseguiu me fazer mudar de opinião, me deixando até com um certo orgulho da personagem e sendo capaz de admirá-la. Fora isso, mudando completamente o rumo da resenha, antes de ler o livro havia visto em alguns blogs que a quantidade de lendas e explicações da mitologia indiana havia deixado alguns leitores defasados, particularmente, não concordo com isso, acho incrível a forma com que a personagem se deixa envolver com essa cultura e a forma com que a autora a abordou, mais além, o que eu amaria era que houvesse um glossário para as palavras que não foram traduzidas ao longo da história.

O conflito entre Ren e Kishan não foi lá surpreendente, mas me deixou ansiosa em ver se os dois irmãos serão capazes de lidar e curar as feridas do passado. E ainda mais, se caso a maldição seja quebrada, como seguirão com suas vidas, pois a transição de imortal para mortal, imagino eu, será um grande muro a ser lapidado.

E há, é claro, aquele sutil finalzinho trazendo Lokesh de volta a tona pronto para baixar o fuck ya em todo mundo que se intrometer no seu caminho.

Ao final dessa resenha, a única coisa que posso dizer é que estou roendo as unhas para ler o próximo livro. E se você se questiona quanto ao caso de julgar um livro pela capa, eu digo pra se permitir, pois esse livro, com certeza, contém toda a beleza e magia existente na capa em seu interior!

Meus parabéns para a Editora Arqueiro, que foi capaz de sentir a magia desse livro e trazê-los para nós como uma brisa de ar fresco!

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